Não considero certo dizer que há uma idade certa, mas deve haver o bom senso, e quando digo sair de casa não é ir para outra cidade estudar e voltar aos fins-de-semana para lavar a roupa e buscar comida. Sair de casa é mesmo sair de casa, levares o que é teu, e deixares apenas as recordações da infância.
Cada vez mais os jovens se acomodam em casa dos pais, e não á para pouparem, é para terem ali a comidinha feita quando chegam, a roupa lavada e terem tempo para fazerem o que lhes apetecer, sem que isso inclua qualquer tipo de atividade doméstica.
É verdade que muitos ficam em casa dos pais devido ao desemprego, mas e aqueles que estão empregados há imensos anos?! Vão abandonar a casa dos pais quando casarem aos 35?! E depois quem vai fazer as tarefas domésticas?!
Fui estudar para fora com 18 anos, voltei a casa estagiar, mas no fim do estágio aluguei logo um quarto na mesma cidade onde vive a minha família. Adoro a minha independência e o facto de não ter de dar satisfações a ninguém. Quando vou a casa ninguém me pergunta o que ando a fazer, e nunca fui controlada em excesso, nem vou sair à noite mais do que qualquer jovem da minha idade. Mas adoro chegar a casa e se me apetecer cozinhar vou cozinhar, se quiser ir logo dormir vou dormir, não dou satisfações da minha vida e ninguém me chateia por causa disso.
E sou completamente independente, não vou a casa lavar roupa nem buscar comida, e muito menos peço ajuda financeira, porque para mim isto sim é ser independente. Não concordo de todo com jovens que saem de casa, e são os pais que lhes pagam o aluguer e todas as contas. Querem ser independentes sejam independentes a sério.
Concordo... ou somos independentes ou não! E ser independente tem o seu preço!
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Concordo contigo! Eu comecei a trabalhar e fui fazendo uma poupança. Chegou uma altura em que decidi comprar casa, sozinha. Comprei, ainda demorei um ano a mobilar e a decidir quando era a altura certa para ir para lá de vez. E depois fui. Ao início senti uma grande falta dos pais, não pelas tarefas e pelo dinheiro que comecei a gastar mas sobretudo da companhia, depois habituei-me. A única coisa que fazia e ainda continua a fazer é ir lá jantar ou almoçar mas esporadicamente, não é por rotina! E habituei-me de tal modo à minha independência que quando o meu namorado foi viver comigo, senti que me estava a invadir e foi super difícil habituar-me!
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