segunda-feira, 18 de março de 2013

PAI

No sábado passaram 8 anos desde que foste. Parece muito mais, uma eternidade. Lembro-me de muitos momentos contigo, mas não me lembro de quase nada. Não me recordo a última vez que te dei um beijo e não lembro da tua voz. Sempre que vejo um vídeo teu fico com a tua voz na memória, mas mal acabo parece que se evapora.

Dizem que é um mecanismo que tenho para me proteger. Não sei se é, mas também não sei se gostava de me lembrar da tua voz. Sei que quando me lembro de ti custa e dói, e sei que não é uma dor que passe, é uma dor constante à qual já me habituei.

Não tenho vergonha de dizer que há dias em que não me lembro de ti, e ainda bem que assim é. Quando foste a dor foi insuportável, e por muitas memória felizes que tenha a dor é sempre superior, e nos momentos que não me lembro de ti sou um pouco menos infeliz. Mas há dias em que adoro lembrar-me de ti, quando estou com os manos e falamos de ti. Falamos de momentos felizes que tivemos todos juntos, e esses vou lembrar-me sempre com carinho.

Não tenho um dia para me lembrar de ti por ano, e não fico triste neste dia obrigatoriamente. Nos dias em que estou pior, que o trabalho corre mal ou que estou triste por outras razões, sinto mais a tua falta. Sinto saudades do teu colo e de te ouvir chamares-me a tua princesa.

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